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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ribeirão Preto (SP) se aproxima de mil casos de dengue em 2011

Ribeirão Preto (313 km de SP) confirmou até esta quarta-feira 984 casos de dengue no ano, sendo 743 em janeiro e 241 em fevereiro. Isso significa um aumento de 50,69% em relação ao último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica da cidade. Na última semana, eram 653 confirmações.
A região leste da cidade é a que mais tem casos (364), seguida pela zona norte, com 213.
Somente em janeiro, 11 pessoas foram parar no hospital por complicações decorrentes da dengue. No último dia 28, a auxiliar de enfermagem Flávia Patrícia Quirino, 36, morreu com sintomas da doença.
O resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz foi positivo para a dengue e agora a Secretaria da Saúde do município analisa a classificação da doença --se foi hemorrágica ou por complicação.
No ano passado, Ribeirão viveu a pior epidemia da doença da sua história, com 30.086 casos confirmados --15,8% do total registrado em todo o Estado (189.515). Nove pessoas morreram vítimas da doença.


Fonte: Folha on line

Manaus tem epidemia de dengue

Com oito mortes por dengue confirmadas e mais cinco suspeitas, a Susam (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas) anunciou na tarde desta quarta-feira que as cidades de Manaus e Tefé enfrentam uma epidemia de dengue. As mortes são registradas desde janeiro.

Outras sete cidades estão em situação de emergência por causa da doença. Em Manaus, um Comitê de Crise para Prevenção e Controle da Dengue foi instalado para estabelecer medidas e acompanhar a evolução da doença no Estado.
Até anteontem (14), a Susam havia notificado 6.491 casos de dengue no Amazonas. Desses, 4.115 foram confirmados. Em Manaus, a secretaria notificou 1.847 casos da doença, sendo 1.684 confirmados.
Em 2010, foram notificados 8.500 casos, e confirmados 4.182, no Amazonas.
O secretário Wilson Alecrim não foi localizado para falar sobre a epidemia. Segundo a assessoria do órgão, ele estava reunido com o comitê. Em nota, a Susam informou que o foco da ação é na assistência à população e na redução da infestação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Em Manaus, o índice atual da quantidade de mosquitos é superior a 4%, o que indica alto risco de epidemia.
DIAGNÓSTICOS
Das cinco mortes suspeitas, a última foi registrada na madrugada de hoje. Um garoto de nove anos morreu no Pronto-Socorro da Criança, na zona sul de Manaus. O hospital atestou morte por "insuficiência respiratória aguda, choque hipovolêmico e dengue grave".
O pai do garoto disse que o médico que atendeu a criança no Serviço de Pronto Atendimento não diagnosticou a doença. "O médico disse que meu filho estava com gripe. Ele foi medicado com dipirona e outro remédio, e depois foi liberado. Não foi realizado nenhum tipo de exame para atestar a doença", afirmou Albert Marques Nogueira.
Ele disse que a criança foi levada para outro hospital, o Pronto-Socorro da Criança. O garoto apresentava inchaço e não andava, mas não havia vaga para interná-lo na UTI. O menino morreu à 0h45 de hoje.
Fonte: folha on line

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Agente de saúde falha no combate à dengue em Belo Horizonte

Cada um deles tem que enfrentar uma rotina de vistoria de, no mínimo, 800 imóveis de Belo Horizonte a cada dois meses. Por dia, são cerca de 30. Em oito horas de trabalho, ganhando um salário de R$ 748, cada agente de combate a endemias da capital visita, a pé, sob sol ou chuva, casas, prédios, lojas, hospitais, cemitérios e obras. Sob sua responsabilidade, estão nada menos do que 138 quarteirões. O peso que carregam vai além do material necessário para o trabalho. A carga mais pesada é o desafio de corresponder às cobranças das autoridades e população: conter o avanço da dengue antes de a doença explodir na cidade. Com tempo curto para bater todas as metas e combater uma ameaça que se recusa a recuar, uma das principais peças nos jogos de guerra contra o mosquito vem cometendo erros que podem comprometer o programa de combate à doença, que apenas este ano investirá R$ 25 milhões, segundo a Prefeitura de BH.

Como resultado de um trabalho corrido, cansativo e, muitas vezes, pouco valorizado, a negligência nas vistorias do dia a dia se torna tão ameaçadora quanto a capacidade que tem o Aedes aegypti de contaminar. O resultado dessas falhas aparece nas planilhas de vítimas do mosquito. Já são, nas primeiras seis semanas do ano, 71 casos confirmados da doença em BH e quase mil pessoas com suspeita de terem sido infectadas. Enquanto o mosquito está no centro do tabuleiro desse jogo, agentes ignoram tarefas consideradas essenciais para essa batalha que já dura pelo menos 20 anos e vem sendo perdida pela população brasileira.

Nas visitas de casa em casa, ação que é considerada fundamental para enfrentar a ameaça de epidemia, há informações equivocadas ou que simplesmente não são repassadas aos cidadãos. As caixas-d’água, apontadas como reservatórios com maior potencial para o desenvolvimento de larvas, muitas vezes são negligenciadas na vistoria, por puro esquecimento. “Por causa de muitos fatores, o trabalho tem mais pressa do que qualidade”, reconhece o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Prefeitura de BH e agente de combate a endemias da Regional Noroeste, Raimundo Fonseca.

Depois de conversar com especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Fiocruz Minas e da Sociedade Mineira de Infectologia para levantar detalhes essenciais para uma vistoria de combate à dengue bem feita, a equipe do Estado de Minas foi a campo na semana passada e acompanhou por dois dias, em turnos alternados, o trabalho de agentes na capital. A Secretaria Municipal de Saúde indicou o acompanhamento de fiscalizações nas regiões Centro-Sul e de Venda Nova, em bairros onde o Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) está acima de 1% – limite considerado aceitável pelo Ministério da Saúde.



O trabalho revelou uma série de falhas, em parte reconhecidas pela própria prefeitura. Nos dois dias de pesquisa, foram 15 imóveis vistoriados na presença da equipe de reportagem, sendo sete na Região Centro-Sul e oito em Venda Nova. O que mais chamou a atenção foi que, nas vistorias em prédios, poucos foram os moradores ou porteiros que acompanharam o trabalho do agente. Em dois edifícios, um síndico e uma faxineira foram as companhias por algum tempo. Mesmo assim, não foram alertados sobre os riscos encontrados. Em uma das vistorias, apenas sete minutos foram suficientes para fiscalizar garagem, salão de festas e área externa da edificação.

Em casas visitadas, moradores foram questionados sobre a existêcia de pratos em vasos de planta. A resposta negativa foi o bastante para que os recipientes não fossem observados. Em um prédio no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul, o síndico Enoch Reis, preocupado, contou à equipe de fiscalização que no 13º andar do edifício foi verificada a presença de mosquitos. Recebeu como resposta o argumento de que o Aedes aegypti “só voa três metros”, por isso não haveria risco, motivo pelo qual as equipes não fiscalizam apartamentos. Informação errada, dizem especialistas.

Prédios

De acordo com a médica Silvia Hess, primeira-secretária da Sociedade Mineira de Infectologia, os apartamentos podem, sim, ter focos do transmissor da dengue. “Há estudos que dizem que a fêmea do Aedes aegypti pode voar até 1,2 mil metros de altura. Os insetos podem, pelo cheiro das roupas das pessoas, acompanhá-las em elevadores ou escadas”, alerta.

A PBH se defende, dizendo que a recomendação é de que trabalhadores façam suas vistorias até o primeiro andar dos edifícios. “A potencialidade do vetor em outros andares é mínima”, argumenta o secretário-adjunto da Saúde municipal, Fabiano Pimenta. Segundo ele, um inquérito sorológico com dados de 2000 apontou que o risco de moradores de casas adoecerem por dengue é três vezes maior do que aqueles que vivem em prédios. “Em 2005, em parceria com o Programa Nacional de Controle da Dengue, definimos essa estratégia operacional”, diz. Mas, quando se pergunta a um dos agentes de combate a endemias o motivo do avanço do vírus na Regional Centro-Sul, a resposta é rápida e clara: “Nesses lugares, o que predomina são prédios e somos proibidos de ir aos apartamentos.”



Fonte: Estado de Minas

domingo, 30 de janeiro de 2011

Para combater dengue, Malásia solta “Aedes” de laboratório no ambiente

A Malásia se tornou o primeiro país da Ásia a colocar em prática um experimento de combate à dengue com mosquitos manipulados geneticamente em laboratório. Aproximadamente 6.000 machos de Aedes aegypti foram soltos em uma floresta local, anunciou o governo nesta quarta-feira.
Os cientistas esperam que os insetos se acasalem com as fêmeas e gerem crias com período de vida muito menor do que os insetos padrões. Segundo eles, isso reduziria a população de Aedes a curto prazo –somente as fêmeas transmitem a dengue, doença que causou a morte de 134 malasianos em 2010, o mesmo que um aumento de 52% no número de ocorrências no ano anterior.
Esse não é um teste inédito. Em 2010, o mesmo experimento ocorreu em 2010 nas ilhas Cayman (território britânico no Caribe), e o resultado foi que o uso de Aedes modificados realmente resultou na diminuição da dengue.
Vários ambientalistas se oposicionaram contra o plano de erradicação da dengue na Malásia, por temerem consequências imprevisíveis com a criação de mosquitos mutantes que também poderiam introduzir novas doenças no ecossistema local.
O Instituto de Pesquisa Médica, administrado pelo governo malasiano, disse que realizou um primeiro teste com 6.000 mosquitos estéreis, que foram soltos em uma área florestal despovoada em 21 de dezembro. O anúncio, entretanto, só ocorreu hoje. Outros 6.000 machos não estéreis foram introduzidos em uma outra área para comparações científicas.
O governo não forneceu mais detalhes, mas disse que houve sucesso no teste concluído em 5 de janeiro, e posteriormente todos os mosquitos foram mortos com inseticida.
Professor especializado em doenças infecciosas, Duane Gubler, que não esteve envolvido na pesquisa, disse que a liberação de mosquitos modificados pode ser eficaz no combate à dengue se combinada com outros métodos biológicos de controle.

FONTE: ASSOCIATED PRESS

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rio - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quinta-feira com lideranças religiosas para somar esforços no combate à dengue. A reunião foi uma das medidas tomadas pelo ministério para a prevenção da doença. 

Segundo Padilha, o ministério tem antecipado o risco real de aumento nos casos de dengue, especialmente nos 70 municípios em situação de alerta. Para ele, os líderes religiosos são importantes no combate à doença já que exercem um papel fundamental junto às comunidades.


Foto: Divulgação
"As lideranças religiosas entram no dia  dia das pessoas quando elas estão refletindo, tomando consciência de seus atos. É fundamental que aproveitemos aquele momento que a pessoa está passando a palavra aos fiéis para cuidar mais da nossa saúde e da de nossa comunidade", disse Padilha.

Líderes religiosos, como Neuza Ferreira, do Centro Espírita Tenda de Oxalá, disseram que a parceria é positiva.

"A parceria entre o Ministério da Saúde e as lideranças das comunidades será positiva para formar a consciência da comunidade", afirmou Neuza.

Na reunião, o ministro Alexandre Padilha que esforços conjuntos estão sendo feitos em diversas frentes. As operadoras de plano de saúde, por exemplo, terão um protocolo unificado para atendimento aos pacientes com dengue. 

Já foram notificados dois casos isolados de dengue tipo IV. Um em Belém e outro em Manaus

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Governo oficializa notificação de mortes por dengue em 24 horas


Portaria determina que caso grave também seja avisado compulsoriamente. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala durante encontro com representantes de empresas de todo o país em busca de mobilização para a prevenção e combate à dengue O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou, na
semana passada, sobre mobilização de prevenção
e combate à dengue (Foto: Elza Fiuza/ABr)
Todos os órgãos de saúde dos estados e municípios terão de informar ao Ministério da Saúde, compulsoriamente e no prazo de 24 horas, as mortes e os casos graves da dengue. A decisão faz parte da Portaria 104, que havia sido anunciada na semana passada pelo ministro Alexandre Padilha e que foi publicada, nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial da União (DOU).
O documento também trata da notificação obrigatória por todos os órgãos de saúde de casos de violência doméstica e sexual, e não somente pelas unidades sentinelas, como era feito antes. A Portaria trata de casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e pessoas idosas já está prevista na legislação.
No caso da dengue, a doença passa a fazer parte de um grupo de 19 enfermidades que precisam ser comunicadas ao Ministério da Saúde em 24 horas. Estas doenças fazem parte de um outro grupo maior, de 45 enfermidades, que já precisavam ser notificadas obrigatoriamente ao órgão Federal, com fluxos e periodicidades distintos, de acordo com a situação epidemiológica de cada uma.
Segundo a Portaria, os casos de dengue seguem o fluxo rotineiro de notificação semanal, mas os casos graves, os óbitos e os casos produzidos pelo sorotipo DENV-4 precisam um melhor acompanhamento, o que justifica a sua inclusão entre as doenças de notificação imediata.
De acordo com o Ministério da Saúde, a medida vai possibilitar a identificação precoce de introdução de novo sorotipo e de alterações no comportamento epidemiológico da dengue, com a adoção imediata das medidas necessárias, por parte do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais de saúde. Dessa maneira, será possível identificar precocemente as alterações na letalidade provocada pela dengue, permitindo a investigação epidemiológica e a adoção de mudanças na rede assistencial para evitar novas mortes.
A notificação imediata pode ser feita por telefone, email ou diretamente na página eletrônica da Secretaria de Vigilância em Saúde (Anvisa), de acordo com instrumentos e fluxos usado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A regra vale, inclusive, para casos ocorridos em fins de semana e feriados.

Fonte: g1 



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Em 15 dias ES registrou mais de 1,2 mil casos de dengue


O Espírito Santo registrou um total de 1.294 notificações de dengue entre o dia dois e o dia 15 de janeiro. Neste período foram registrados 23 casos graves da doença (dengue com complicação e dengue hemorrágica). Da primeira semana epidemiológica (02 a 08/01) a segunda (09 a 15/01) houve um aumento de 20 casos - 637 e 657, respectivamente.

Em todo o ano passado houve 40.761 registros de dengue, com 1.829 notificações da forma grave da doença, incluindo 16 óbitos confirmados e quatro em investigação.

Na primeira quinzena de janeiro de 2011 os municípios que registraram maior incidência foram Pinheiros (623,7), Marilandia (162,1), Bom Jesus do Norte (158,2), Colatina (70,7) e Viana (55,4). A incidência calcula a quantidade de casos de uma doença em relação ao número de habitantes.

De acordo com Arline Alves Zardo, gerente do departamento de Vigilância em Saúde do município, a incidência é calculada com base no número de notificaçoes feitas, ou seja, com base no número de casos que o profissional suspeitou que fosse Dengue. Em 2009 com a implantação de uma equipe de vigilância dentro do Pronto Atendimento Municipal, esse número aumentou significativamente, pois, segundo ela, o índice de subnotificação é muito baixo. Isso não significa que estamos com um número elevado de casos positivos.
 
"Em relação ao controle do vetor, trabalhamos sistematicamente no controle da doença e prevençao de epidemia, eliminando e tratando criadouros com o trabalho do Agente de Combate às Endemias realizando visita domiciliar diariamente em todo o município. Além disso, realizamos investigação e intervenção nos casos de denúncias e solicitações da comunidade. Bloqueio de casos com UBV portátil quando necessário", acrescentou.
 
Como se prevenir: 
- Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado;
- Tirar água dos vasos de plantas;
- Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo;
- Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d'água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;
- Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas, sacolas plásticas, etc.;
- Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, vasos de plantas, tonéis, caixas d'água) e mantê-los sempre limpos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Combate em Minas Gerais 2011

Força Tarefa chega a Uberlândia


     A ForçaTarefa criada pelo Governo de Minas em novembro do ano passado para atuar no combate à dengue chegou hoje (18) a Uberlândia depois de percorrer 14 cidades mineiras com alto grau de infestação pelo mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue. (Betim, Juiz de Fora, Vespasiano, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Belo Horizonte, Ibirité, Sabará, Divinópolis, Contagem, Caetanópolis, Sete Lagoas, Governador Valadares e Teófilo Otoni). Na cidade do Triangulo a ação chamada “bloqueio” teve início no bairro Luizote de Freitas, zona oeste. O trabalho vai até o dia 27 e conta com o apoio de 54 agentes da Secretaria de Estado de Saúde (SSE), quatro mobilizadores, 15 supervisores, três ônibus, vinte bombas costais, seis veículos de apoio e outros 30 agentes municipais. As atividades acontecem simultaneamente em Ituiutaba, Mutum e Itambacuri.

De acordo com o diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Daltro Catani, a Força Tarefa é necessária, uma vez que a expectativa de notificação da doença para 2011 é de 500 mil casos em todo o estado, o dobro do registrado no ano passado. “Os casos aumentam ano a ano. Para revertemos esse quadro se faz necessário o trabalho do poder público e principalmente da população. É preciso que todos entendam que a dengue é uma doença que mata. Por isso a secretaria usa o conceito ‘Agora é Guerra’ para atingir e sensibilizar as pessoas”, disse Catani.

     Em Uberlândia, o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue é de 3%, três vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).  Para o coordenador do programa municipal de controle e combate a dengue, José Humberto Arruda, o número é preocupante. “Eliminamos cerca de 180 focos da larva a cada dia. A maioria desses depósitos, cerca de 87%, está dentro das residências. Por isso é preciso que os moradores se mexam e eliminem os focos do mosquito”.

Luizote de Freitas recebeu a equipe

     O bairro Luizote de Freitas, zona oeste de Uberlandia, foi o primeiro a receber a equipe da Força Tarefa de combate à dengue, criada há dois meses pelo Governo de Minas. Anteontem, foi notificado um caso da doença na região. A dona de casa Kenia Greice Rosa, aprovou a iniciativa. “Temos agora que fazer a nossa parte e deixar o quintal sem possíveis criadouros”.

     A definição do trajeto durante os 10 dias de permanência da equipe em Uberlândia será feito com antecedência de doze horas por representantes da secretaria municipal de saúde.  “Temos que atuar imediatamente nos bairros que apresentarem casos suspeitos. Se esperarmos a confirmação da doença ela já terá se propagado e poderá ter feito novas vítimas”, disse José Humberto Arruda, coordenador do programa municipal de controle e combate a dengue.

Próximos locais do dengômetro

     Nos dias 21, 22 e 23 (sexta, sábado e domingo), das 8h às 14h, será instalado na rua Coronel Antonio Alves , esquina com a Pio XII, no bairro Lagoinha, o Dengue Móvel. No local poderão ser feitas trocas de pneus, garrafas pets e latas por materiais escolares. A ação faz parte das atividades da Força Tarefa para diminuir a incidência do mosquito Aedes aegipty em Uberlândia. No mesmo local estará o dengômetro (estande utilizado como espaço de convivência, onde a população terá acesso a diversos materiais de divulgação como panfletos, exibição de vídeos e adesivos). A região foi escolhida em função do Levantamento Rápido de Infestação para o Aedes aegypti (LIRAa)que no mês de janeiro foi de 14,3%, enquanto no município foi registrado índice de 3%.

Fonte: Correio de Uberlandia




Governo de Minas Gerais realiza ações de combate a dengue

     A gravidade da expansão da Dengue em Minas Gerais fez com que o Governo Estadual a estruturar o Programa Estadual de Enfrentamento Permanente da Dengue, lançado em 17/11/2010. Em 2009, mais de 83 mil casos da doença foram notificados em Minas, uma curva ascendente que se manteve em 2010. Até o momento, são aproximadamente 250 mil casos, o que levou o Ministério da Saúde a classificar Minas Gerais como Estado “de alto risco para transmissão de Dengue”.  É grande a possibilidade de uma epidemia em 2011.
Entender o desafio da Dengue como um estado de permanente enfrentamento é justificado pelos dados estatísticos que confirmam a primordialidade de levar o cidadão a assumir uma atitude de adesão e de cooperação ao movimento deflagrado neste Estado.
    Contudo, verificou-se a necessidade de que as ações que fundamentam o Programa sejam sistematicamente renovadas e é por essa razão que a Secretaria de Estado de Saúde promoverá no dia 20/01/2011, o lançamento do site www.guerracontradengue.com.br e o relançamento da ferramenta digital Dengue Ville, aplicativo instalado no Orkut
.
Fonte: Ascom Governo de Minas Gerais

Minas Gerais ganha nova aliada na campanha de combate à dengue

     Na esteira de importantes parcerias já firmadas, chegou a vez da Claro, empresa de telefonia móvel, se unir aoGoverno de Minas no combate à dengue. O diretor regional da Claro, Ricardo César de Oliveira, se reuniu, na semana passada com osecretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, para confirmar a participação da empresa em várias ações consideradas estratégicas na campanha “Agora é guerra. Todos contra a dengue”.
     A parceria inclui ações com enfoque nos clientes e funcionários da operadora. Entre elas a veiculação de curtas-metragens com informações sobre prevenção e combate à Dengue nos aparelhos de televisão instalados nos pontos de venda da rede; inserção do conceito da campanha “Agora é Guerra – Todos contra a Dengue” nas peças promocionais da empresa; e divulgação da campanha em formato SMS e torpedos de voz para os clientes da Claro, o que deve levar a mensagem contra a doença a cerca de três milhões de pessoas.
    Outra ação prevista é a inserção do conceito da campanha contra a dengue nas mídias sociais em que a Claro está presente (Youtube, Facebook, Twitter e blog). Além disso, a Claro vai doar celulares a serem distribuídos como premiação nas ações promocionais que a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) desenvolver.
     O secretário Antônio Jorge destacou a importância dessas parcerias ao lembrar o número expressivo de usuários e cooperados que serão novos multiplicadores na eliminação de focos do mosquito. “O cidadão sabe o que fazer. Precisamos agora mobilizá-lo. Para isso, as parcerias com a iniciativa privada, com associações de classe, com grupos empresariais e sociais são fundamentais”, salientou o secretário.
     A criação desta rede de mobilização de parceiros é uma das ações mais representativas do Programa Estadual de Controle Permanente da Dengue, lançada em novembro de 2010, pelo governador Antonio Anastasia. Tendo como principal alvo os municípios avaliados como críticos pela Subsecretaria de Vigilância Epidemiológica, a campanha é um esforço para evitar a proliferação de focos do mosquito Aedes aegypti e o consequente crescimento de vítimas da doença no Estado.
     Nesses municípios, a SES-MG, em parceria com as prefeituras, trabalha com equipes de mobilizadores sociais, que preparam a população para a chegada da Força Tarefa.
Ações
     A Força Tarefa, formada por agentes da SES, das prefeituras e por soldados do Exército e da Aeronáutica, atua nos municípios mineiros com maior incidência da dengue, permanecendo em cada cidade por 15 dias. Por meio dessa ação, há uma varredura nas áreas consideradas de risco, com eliminação dos focos do mosquito. Nos pontos de maior circulação de pessoas é montado um Dengômetro, área de convívio social onde as pessoas têm acesso a todo tipo de informação sobre prevenção, sintomas e tratamento da doença.
     Caminhões que integram a Força Tarefa foram transformados em Dengue Móvel e circulam pelas cidades, obedecendo a roteiros previamente definidos pelas prefeituras, trocando pneus, garrafas pet e latas por material escolar (cadernos, borrachas e lápis).
     Equipes de mobilização social, sempre com o apoio das prefeituras, antes do início das ações, preparam os moradores para receberem a Força Tarefa. Os mobilizadores também estimulam a população a visitar o Dengômetro e a limpar as suas casas e quintais e a trocar o lixo reciclável por material escolar no Dengue Móvel.
    Outra ação do Governo de Minas é a realização de oficinas de mobilização social nos municípios que recebem a Força Tarefa. A proposta das oficinas é qualificar lideranças ligadas a empresas, comércio, sindicatos, igrejas, clubes de serviço, ONGs, escolas, associações de bairros para que se tornem multiplicadores de ações de eliminação dos focos do mosquito Aedes aegipyti e mostrem a importância da participação ativa de cada um e de todos no controle da dengue.


Fonte: www.


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