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terça-feira, 21 de junho de 2011

Piauí tem 8.690 notificações de dengue ( até quando vamos receber notícias como essa )

Em três dias, a Secretaria da Saúde (Sesapi) catalogou mais 351 novas notificações de dengue. No boletim da Coordenação Estadual de Vigilância Epidemiológica da última terça-feira (14), o Estado tinha 8.339 registros da doença. Nesta sexta-feira (17), o número subiu para 8.690. Somente em Teresina, já são 3.184 casos.
Quando é feita a comparação entre junho deste ano e o mesmo período de 2010, os dados são ainda mais preocupantes. Ano passado, a contagem era bem inferior, em somando 5.287 notificações. O aumento é de 64,4%. Outra revelação é uma leve alteração no número de casos de Febre Hemorrágica do Dengue, de quatro para seis pacientes. A Dengue com Complicação permanece com 30 notificações e não há notificações de Síndrome do Choque por Dengue.
Até essa sexta-feira estão confirmados somente dois óbitos em decorrência da doença. As equipes da Sesapi continuam sendo deslocadas para o interior do Estado a fim de reforçar ações de controle da dengue junto às autoridades nos municípios. “Também estamos treinando agentes de controle de endemias nas cidades do interior. Essa semana, por exemplo, estamos na região de Oeiras”, diz Inácio Pereira, coordenador de Vigilância Ambiental da Sesapi.
O técnico reforça o pedido para que a população mantenha o cuidado com a higiene dos domicílios e mantenha reservatórios de água fechados. “Após o período chuvoso aumentam os riscos dos focos da doença e é importante que as pessoas se mantenham vigilantes, porque há uma tendência de aumento nos casos”, sinaliza.
Veja os municípios mais afetados pela dengue no Piauí Acauã (84 casos) Avelino Lopes (67 casos), Bom Jesus (253 casos), Cocal (61 casos), Corrente (142 casos), Esperantina (160 casos), Floriano (92 casos), Jacobina (77 casos), Luís Correia (139 casos), Matias Olímpio (173 casos), Monsenhor Hipólito (88 casos), Parnaíba (527 casos), Paulistana (162 casos), Pedro II (166 casos), Picos (125 casos), Piracuruca (175 casos), Piripiri (831 casos), Redenção do Gurguéia (105 casos), São João do Piauí (59 casos), Teresina (3.367 casos).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tragédia na saúde !!! Em 24 horas, Rio confirma quase 1.000 novos casos de dengue

Os casos de dengue na cidade do Rio de Janeiro chegaram a 56.026 notificações confirmadas. Em apenas 24 horas, a capital fluminense anuncia 993 pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypt, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil. 

Para diminuir a possibilidade de subnotificação, principalmente na rede privada de saúde, cerca de 50 profissionais de saúde da rede privada participam na quinta-feira (2) de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, para diagnosticar precocemente casos de dengue. 

A medida foi tomada por que os órgãos responsáveis pela captação das notificações de dengue e os especialistas consultados pelo R7afirmam que a maior parte dos casos não informados ao poder público não são repassados pelas instituições particulares. 

Com esse diagnóstico, o número oficial de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro pode ser bem maior do que o contabilizado pela secretaria de saúde, segundo admite o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica do Estado, Alexandre Chieppe. De acordo com ele, embora em escala menor, há subnotificações em quantidades consideráveis, que beiram a quase 50% dos casos leves. 


Mortes por dengue 

Somente este ano, 88 pessoas morreram de dengue no estado do Rio, 31 apenas na capital fluminense. De acordo com o último balanço, divulgado na última quarta-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, de 2 de janeiro a 28 de maio foram notificados 117.922 casos suspeitos da doença. 

Mobilização para acabar com focos 

A segunda mobilização contra a dengue na cidade do Rio de Janeiro identificou e destruiu 5.466 focos do mosquito Aedes aegypt e 6.611 possíveis criadouros, no último sábado (4). A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. 
Ao todo, 10 mil pessoas participaram da ação, entre voluntários e funcionários da prefeitura. Os agentes percorreram cerca de 700 km em diversos pontos da cidade.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mortes suspeitas por dengue em Ribeirão Preto superam 2010

O número de mortes suspeitas por dengue nos primeiros quatro meses deste ano já supera o total registrado em 2010 em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

Casos de dengue chegam a 64 mil no Rio, com 43 mortes
Araraquara (SP) confirma 1ª morte do ano por dengue


De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, 15 vítimas da doença foram submetidas a investigações sobre causas de óbito desde janeiro de 2011.

Exames confirmaram uma morte por dengue e descartaram outras oito. Seis casos ainda estão em análise.

A Secretaria da Saúde aponta que 9.175 pessoas foram infectadas pelo Aedes aegypti em Ribeirão neste quadrimestre.

No ano passado, quando a cidade registrou 30 mil casos da doença, 11 mortes foram investigadas --em nove registros, a dengue foi confirmada como causa.

O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Victor Hugo Aquino, acredita que o número de casos graves deve aumentar em consequência de uma hiperendemia de dengue.

Ele estima que 70% da população de Ribeirão já esteja infectada por algum dos sorotipos da doença.

Apesar de ficar imune ao tipo de vírus contraído na primeira vez, a pessoa corre risco de ter, numa segunda infecção, a forma hemorrágica, a mais grave da dengue.

Neste ano, foram registrados 20 casos desse tipo -um terço do total de 2010.

A Secretaria da Saúde, no entanto, não considera que esses dados sinalizem o recrudescimento da epidemia.




Mato Grosso registra mais de 5 mil casos de dengue em 2011

Mato Grosso já notificou 5.479 casos de dengue este ano e 5 óbitos, sendo 4 confirmados e 1 em investigação. Os dados são do dia 1º de janeiro até 27 de abril.
Os municípios que tiveram a notificação de óbitos foram General Carneiro (1 caso confirmado), Pedra Preta (1 caso confirmado), Colider (1 caso confirmado), Cuiabá (1 óbito em investigação), Torixoreu (1 confirmado).
As notificações no ano passado, no mesmo período, foram de 37.188 casos.
Segundo o superintendente de vigilância em saúde, Oberdan Lira, o Estado mantém o alerta no monitoramento sobre o novo sorotipo da dengue, o DEN 4 que tem circulação em alguns estados do país, porém em Mato Grosso ainda não se tem notificação de nenhum caso do novo sorotipo. O Estado estendeu o alerta aos 141 municípios.

Paraná tem mais duas mortes por dengue


Boletim confirma mais um óbito em Ibiporã e outro em Londrina


A Secretaria de Saúde do Paraná divulgou um novo boletim sobre a dengue e confirmou mais duas mortes. Foram notificados 46.442 casos, sendo que 15.173 foram confirmados (14.859 autóctones e 314 importados). As mortes ocorreram em Ibiporã e Londrina.

Também cresceu o número de locais com notificações da doença. Dos 399 municípios do estado, 305 já registraram ao menos uma suspeita de dengue – em 160 deles há confirmação. Ao todo são 46.442 em 2011.

Londrina continua sendo o município com mais casos confirmados. Agora são 5.328 registros, um aumento de 589 em relação à semana passada.

Na primeira reunião do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue realizada em Curitiba foi lançado o novo programa estadual, que substituirá o plano emergencial lançado em janeiro deste ano. O novo plano prevê ações para o ano inteiro, a fim de evitar que municípios atuem no combate à dengue somente em determinadas épocas.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Rio Grande do Norte pode enfrentar outro surto de dengue em 2011


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte já prepara um plano de contingência para enfrentar o surto de dengue que se anuncia no estado. Com a incidência da doença em franca expansão, a Sesap está elaborando um fluxograma de atendimento e cobra planos de ação dos municípios onde as estratégias para o combate da dengue ainda não foram definidas. Esse foi o assunto da reunião do Comitê de Enfrentamento às Emergências de Saúde no Rio Grande do Norte,  que contou com a participação do secretário estadual, representantes da Sociedade de Infectologia, Ministério Público,  Ministério da Saúde e a secretária adjunta de Saúde, Maria do Perpétuo.
Para que a dengue pare de assombrar os potiguares a cada ano, é preciso que a vigilância sanitária, o combate aos focos, o atendimento primário e a coleta para o diagnóstico funcionem, e esses são papéis dos municípios. “Os gestores têm que priorizar as ações de base em seu município. Se não eliminarmos os focos, a gente não vai diminuir o número de pessoas que chegam ao Giselda Trigueiro de mortes. Somente os técnicos participam dessas reuniões” disse a subcoordenadora de Vigilância Sanitária do Estado, Juliana Araújo. Cabe ao Estado orientar e cobrar a execução dos planos de ação aos municípios.
O Hospital Giselda Trigueiro diagnostica 80% dos casos do estado, o que indica que o atendimento nos postos de saúde não está funcionando. A coleta de sangue para o exame que confirma a doença deve ser feita nos três primeiros dias de sintoma.
Capital
Natal apresenta alto risco de desenvolver surto em 2011 de acordo com o mapa de vulnerabilidade elaborado pela Sesap. A situação se complica pela alta densidade demográfica e pelas deficiências no atendimento básico e vigilância sanitária. “Ainda existem muitos clarões de assistência básica na capital”, disse Juliana Araújo. São 406 agentes de endemias, número  considerado insuficiente pela gerente técnica do Centro de Zoonoses de Natal, Jeane Oliveira, que solicitou concurso para contratação de mais funcionários.. “Precisamos de mais gente para completar os ciclos (são recomendadas seis visitas a cada casa). Para o secretário de Saúde de Natal, Thiago Trindade, o número de agentes está bom. “Não creio que o número seja insuficiente. Nós trabalhamos a valorização profissional (os agentes passaram a ser considerados estatutários) em 2010, então esperamos cobrar mais efetivamente desses agentes”, disse.
No primeiro semestre de 2009, foram contabilizadas nove mil faltas entre os agentes, o que chamou a atenção do Ministério Público. O órgão orientou o cumprimento do horário de oito horas por dia. Além da “cobrança mais efetiva”, o secretário citou a continuação da força tarefa, que reúne 66 homens da Marinha e Aeronáutica em missões de educação e combate aos focos pela cidade, como ações planejadas para 2011.
Outras doenças preocupam
Um relatório divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde mostrou que o Rio Grande do Norte tem evoluído pouco no combate às chamadas doenças de países subdesenvolvidos, como dengue, hepatite, esquistossomose e hanseníase.
A incidência de Aids também aumenta a cada ano: em 2000 foram notificados 178 casos, e em 2009, foram registrados 280 casos. No primeiro semestre de 2010, já eram 109 casos notificados. O número de mortes também vem crescendo nos últimos seis anos. A Sesap atribui o crescimento ao aumento populacional e mostra tendência à interiorização da doença, embora ela ainda se concentre na Região Metropolitana (Natal engloba quase mil casos). A maior parte dos doentes está entre os heterossexuais (38%), enquanto os  homossexuais são responsáveis por 24% dos casos. O tétano circulou mais no estado ano passado que em 2004: naquele ano oito pessoas adoeceram e uma morreu; em 2010, onze contraíram a bactéria e quatro morreram.
Os novos casos de sífilis congênita (que passa da mãe para o feto) pulou de 131 para 216 entre 2007 e 2009. De acordo com o relatório, isso “pode ser um reflexo da implementação de ações para a melhoria da qualidade da notificação”. Os casos de hanseníase também aumentaram de 2008, quando foram registrados 277 doentes, para 2009 (309 doentes). No primeiro semestre de 2010 já eram 122 casos. Hepatites A e C, meningites viral e bacteriana e malária também registraram aumentos em relação a a algum período da última década.
Diagnosticou-se mais tuberculose em 2009 (1.229 casos) que em 2000 (1.118 casos). Natal, Parnamirim e Mossoró encontram-se quase 60% dos casos.
Em quase 20% dos municípios do estado, não foi implantado o programa de Monitorização da doença diarréica aguda, ainda responsável por parte das mortes infantis evitáveis. Por outro lado, a última década serviu para erradicar febre tifóife, cólera, botulismo, sarampo e rubéola do estado.
Hábitos
De 2006 a 2009, os potiguares passaram a fazer mais atividade física, mas resistiram em largar o cigarro e aumentaram o consumo de álcool. De acordo com os dados da Sesap, 13% da população era ociosa em 2009 – em 2006, quase 30% da população não se exercitavam. O percentual de fumantes caiu apenas 0,7% e em 2009 era 15,5%.
Controle faz parte do discurso do Ministério
A importância do trabalho dos agentes de controle de endemias no combate à dengue, tem feito parte do discurso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na sexta-feira passada, o titular da pasta falou a 1,2 mil alunos do curso de formação de agentes de endemias no Rio de Janeiro. O combate à doença está entre as prioridades de gestão. A mobilização começou no último dia 5, na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando, em discurso para 200 servidores e diretores do órgão, o ministro ressaltou o papel do órgão no combate à doença.
Entre janeiro e fevereiro de 2011, o ministro Alexandre Padilha deverá visitar outros estados que, no momento, apresentam tendência de aumento de casos de dengue e risco de enfrentar epidemia. Na semana passada, Padilha apontou que o combate à dengue deve ser feito por meio de uma ação integrada e lembrou que os agentes de endemia assumem uma participação estratégica nessa mobilização. “São vocês que entram na casa das pessoas e que podem promover a mudança de comportamento delas para o enfrentamento da dengue”, disse Padilha.
O Ministério da Saúde enviou na sexta-feira uma equipe a Manaus para investigar um caso de dengue tipo 4. Os técnicos do ministério estão trabalhando em parceria com a Secretaria de Saúde do Amazonas e com a Secretaria de Saúde de Manaus.

Fonte: Tribuna do Norte




Insfestação de mosquito cresce e dengue ameaça a fronteira

O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti é preocupante em Ponta Porã. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda como tolerável no máximo 1% no município situado na divisa com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, a infestação passa dos 4%. No ano passado a doença matou duas pessoas e 700 tiveram que fazer tratamento na rede pública.
Conforme as informações do secretário municipal de Saúde, Josué Lopes, neste início desse ano a dengue voltou a causar preocupação em virtude do índice de infestação. Ele disse foram detectados focos do mosquito em 4,1% dos imóveis visitados em todas as regiões de Ponta Porã. Os terrenos baldios e casas abandonadas são os locais onde são encontradas as larvas.
Neste início de ano dez casos foram notificados pela Secretaria Municipal de Saúde, sendo que até a tarde de sexta-feira apenas um deles estava confirmado com a doença. Em 2010 o município notificou 1.008 casos, sendo 635 foram confirmados e são pessoas que contraíram a doença em Ponta Porã. Outras 65 pessoas também receberam tratamento, mas informaram que contraíram a dengue em outras cidades ou em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Do total de casos do ano passado, duas pessoas não resistiram e morreram
Para tentar amenizar a situação o setor público de saúde realizou entre os dias 10 e 14 deste mês o Levantamento de Infestação Rápido Aedes (LIRA). Nesse período foram encontrados 46 focos. Onde foram encontradas as larvas, os agentes de saúde conversaram e orientaram os moradores para que tomem providências.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde depois de uma semana os mesmos imóveis receberão novas visitas dos agentes, se não conseguirem eliminar os focos, serão notificados e advertidos e posteriormente multados.

Edilson Melgarejo do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) disse que muitos moradores ainda não estão conscientes de que é preciso limpar os quintais e evitar que embalagens fiquem expostas a chuva e sol. “Tem pessoa que retira o lixo do quintal e joga no terreno baldio. Isso não resolve porque o mosquito vai continuar se reproduzindo da mesma forma”.
Outro ponto levantado pelos agentes refere-se às casas abandonadas. Em algumas casas, cujos moradores viajaram em período de férias no final do ano passado e janeiro deste ano, as piscinas acabaram se transformando em criadouros do aedes aegypti. Os agentes de saúde vão intensificar nos próximos dias a campanha de combate a dengue em todos os bairros de Ponta Porã.

Fonte: Correio do Estado


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Rio - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniu nesta quinta-feira com lideranças religiosas para somar esforços no combate à dengue. A reunião foi uma das medidas tomadas pelo ministério para a prevenção da doença. 

Segundo Padilha, o ministério tem antecipado o risco real de aumento nos casos de dengue, especialmente nos 70 municípios em situação de alerta. Para ele, os líderes religiosos são importantes no combate à doença já que exercem um papel fundamental junto às comunidades.


Foto: Divulgação
"As lideranças religiosas entram no dia  dia das pessoas quando elas estão refletindo, tomando consciência de seus atos. É fundamental que aproveitemos aquele momento que a pessoa está passando a palavra aos fiéis para cuidar mais da nossa saúde e da de nossa comunidade", disse Padilha.

Líderes religiosos, como Neuza Ferreira, do Centro Espírita Tenda de Oxalá, disseram que a parceria é positiva.

"A parceria entre o Ministério da Saúde e as lideranças das comunidades será positiva para formar a consciência da comunidade", afirmou Neuza.

Na reunião, o ministro Alexandre Padilha que esforços conjuntos estão sendo feitos em diversas frentes. As operadoras de plano de saúde, por exemplo, terão um protocolo unificado para atendimento aos pacientes com dengue. 

Já foram notificados dois casos isolados de dengue tipo IV. Um em Belém e outro em Manaus

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Governo oficializa notificação de mortes por dengue em 24 horas


Portaria determina que caso grave também seja avisado compulsoriamente. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala durante encontro com representantes de empresas de todo o país em busca de mobilização para a prevenção e combate à dengue O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou, na
semana passada, sobre mobilização de prevenção
e combate à dengue (Foto: Elza Fiuza/ABr)
Todos os órgãos de saúde dos estados e municípios terão de informar ao Ministério da Saúde, compulsoriamente e no prazo de 24 horas, as mortes e os casos graves da dengue. A decisão faz parte da Portaria 104, que havia sido anunciada na semana passada pelo ministro Alexandre Padilha e que foi publicada, nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial da União (DOU).
O documento também trata da notificação obrigatória por todos os órgãos de saúde de casos de violência doméstica e sexual, e não somente pelas unidades sentinelas, como era feito antes. A Portaria trata de casos de suspeita ou confirmação de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e pessoas idosas já está prevista na legislação.
No caso da dengue, a doença passa a fazer parte de um grupo de 19 enfermidades que precisam ser comunicadas ao Ministério da Saúde em 24 horas. Estas doenças fazem parte de um outro grupo maior, de 45 enfermidades, que já precisavam ser notificadas obrigatoriamente ao órgão Federal, com fluxos e periodicidades distintos, de acordo com a situação epidemiológica de cada uma.
Segundo a Portaria, os casos de dengue seguem o fluxo rotineiro de notificação semanal, mas os casos graves, os óbitos e os casos produzidos pelo sorotipo DENV-4 precisam um melhor acompanhamento, o que justifica a sua inclusão entre as doenças de notificação imediata.
De acordo com o Ministério da Saúde, a medida vai possibilitar a identificação precoce de introdução de novo sorotipo e de alterações no comportamento epidemiológico da dengue, com a adoção imediata das medidas necessárias, por parte do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municipais de saúde. Dessa maneira, será possível identificar precocemente as alterações na letalidade provocada pela dengue, permitindo a investigação epidemiológica e a adoção de mudanças na rede assistencial para evitar novas mortes.
A notificação imediata pode ser feita por telefone, email ou diretamente na página eletrônica da Secretaria de Vigilância em Saúde (Anvisa), de acordo com instrumentos e fluxos usado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A regra vale, inclusive, para casos ocorridos em fins de semana e feriados.

Fonte: g1 



domingo, 23 de janeiro de 2011

Plano emergencial para o combate a dengue no Paraná

Plano emergencial de 90 dias ampliará combate à dengue nas regiões de alerta -

A Secretaria da Saúde reuniu nesta sexta-feira (21) em Curitiba os coordenadores regionais de controle da dengue para discutir o plano emergencial de 90 dias de combate à doença. Nos primeiros 30 dias as ações são voltadas à capacitação de profissionais de saúde para o diagnóstico e tratamento da doença, reforço no uso do “fumacê” para evitar a proliferação do mosquito e as ações de prevenção envolvendo a sociedade civil. 

São 56 municípios em situação de alerta por apresentarem altos índices de infestação predial e alta incidência de casos da doença. Destes, Jacarezinho, Maringá, Foz do Iguaçu, Londrina e Sarandi são os que mais preocupam. No ano passado 263 municípios foram considerados infestados pelo mosquito transmissor da dengue e 165 apresentaram casos confirmados da doença. 

Para fazer o monitoramento constante destes municípios o governo criou a sala de situação da dengue. “Os técnicos regionais estão encarregados de repassar semanalmente a situação dos municípios. A partir destes dados poderemos tomar decisões com mais rapidez”, explicou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. A partir de um caso confirmado o Estado orienta o município para que faça o bloqueio da área, seja com “fumacê” ou com mutirão de limpeza, a fim de eliminar os criadouros e assim evitar mais casos da doença. 

A mudança na divulgação dos dados mensais para semanais também foi uma medida emergencial. Toda segunda-feira os técnicos da sala de situação divulgarão um informe com notificações e confirmações de casos por região e municípios. “A população precisa estar ciente da situação. Não queremos repetir os números de 2010, que foi o pior ano para dengue no Paraná”, disse o superintendente. No ano passado mais de 33 mil casos da doença foram confirmados e 15 pessoas morreram. Somente nas duas primeiras semanas de 2011 foram notificados 925 casos da doença em 77 municípios. Destes, sete já foram confirmados no município de Londrina. 

O governo também investiu na capacitação de profissionais de saúde para o diagnóstico e tratamento da doença. Cerca de 750 médicos, enfermeiros e bioquímicos de 221 municípios participaram dos treinamentos em Londrina, Cascavel, Maringá, Toledo e Foz do Iguaçu. Dos cinco municípios de prioridade máxima, apenas Jacarezinho não recebeu ainda a capacitação. O evento está previsto para as próximas semanas. 

Novos materiais informativos foram enviados para todas as regionais. “Estamos estimulando que campanhas sejam realizadas em datas específicas como o carnaval e a volta às aulas”, explicou Paz. Ele sugeriu que ações sejam realizadas em parceria com os municípios e com a comunidade local. 

60 dias – No prazo de dois meses, o governo deve ampliar para 65 o número de municípios que realizam o Levantamento de Infestação Rápido de Aedes Aegypti (Liraa). Atualmente, 25 municípios realizam o levantamento. 

Os municípios infestados também deverão elaborar um plano de contingência, que seja aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje, somente 30% dos municípios têm o plano de contingência. 

A Secretaria da Saúde também está articulando campanhas de informação específicas na mídia para as regiões norte, noroeste e oeste. No prazo de três meses a Secretaria da Saúde vai incentivar a instalação de Comitês Municipais Contra a Dengue nos municípios infestados

Fonte: Agencia de noticias do  estado do paraná 



Formiga, Arcos, Campo Belo, Candeias, Córrego Fundo, Pains e Pimenta estão juntos no combate a dengue

     Na manhã desta sexta-feira (21 de janeiro), representantes das sete cidades que compõe o Cinturão Regional de Combate a Dengue estiveram reunidos no auditório do Cemap – Centro Municipal de Apoio a Aprendizagem – para fazerem um balanço das ações e resultados obtidos em 2010 e para propor novas idéias para a campanha em 2011.




  
  
     
     
“No ano passado foi lançada a proposta do Cinturão para que as cidades pudessem combater em conjunto a Dengue. Em 2010, alguns municípios tiveram grande número de casos. Mesmo com a campanha, os resultados não foram tão bons. É preciso a participação e conscientização da população”, comentou o representante da Gerência Regional de Saúde – GRS - , Magno Luís do Santos.
A abertura da reunião foi feita pelo prefeito em exercício, Antônio Lamounier, que destacou: “Ficamos satisfeitos em ver as cidades unidades para combater a Dengue. Essa é uma doença que só pode ser vencida com a conscientização de todos nós”.
O representante da GRS mostrou alguns dados da doença na região e destacou que 85% dos focos da doença estão nas residências e não em lotes. Em 2010, em Minas Gerais foram diagnosticados 250 mil casos de Dengue e, caso a população não reveja seus atos, esse número poderá dobrar em 2011.
“Infelizmente não estamos reunidos para comemorar a melhora dos índices em nossas cidades, mas estamos aqui para trabalhar contra a Dengue. Quem já sofreu com a doença sabe o quanto é difícil. Precisamos acabar com o mosquito trabalhando junto a população”, comentou a secretária Municipal de Saúde, Luiza Flora.
Durante a reunião foi definido que o Dia D de Combate a Dengue, que ocorre simultaneamente nos municípios de Formiga, Arcos, Campo Belo, Candeias, Córrego Fundo, Pains e Pimenta – componentes do Cinturão – será realizado no dia 25 de fevereiro.
A data foi escolhida por anteceder o Carnaval, que este ano acontece em março.
Ainda no mês de fevereiro, no dia 28, o Cinturão se reunirá mais uma vez para fazer uma avaliação da campanha.
O setor de epidemiologia da Prefeitura de Formiga vem trabalhando desde a primeira semana de janeiro no combate a Dengue e também em busca da conscientização da população. Semanalmente são feitas panfletagens para alertar e orientar os cidadãos sobre o combate ao mosquito transmissor da doença e também visita dos agentes de endemias às residência