sábado, 19 de fevereiro de 2011

Belo Horizonte registra 288 notificações da dengue em uma semana

Belo Horizonte registou 288 notificações da dengue em um semana. De acordo com o Boletim da Secretaria Municipal de Saúde, na semana passada a capital registrava 947 notificações da doença, hoje já são 1.235. Desse total, 113 casos foram confirmados, 353 foram descartados e 769 aguardam resultado de exame.

A região Norte apresenta o maior número de casos – 24 confirmações –, seguida pelas regiões do Barreiro e Noroeste, com 11 casos confirmados cada uma.

Na semana passada a Secretaria de Saúde de Minas (SES), confirmou um caso de morte por dengue com complicação, em Januária, no Norte de Minas. Foi informado também que dois pacientes contraíram a forma mais grave do vírus, a febre hemorrágica, e ainda há uma suspeita de óbito por contaminação nessas mesmas condições, que está 
sob investigação.


Dengue: Casos graves no Amazonas serão notificados por telefonia móvel

A partir da próxima semana, os casos graves de dengue registrados no Amazonas vão passar a ser notificados por meio de um sistema de telefonia móvel. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a medida vale para todas as unidades de média e alta complexidade da rede pública – incluindo hospitais e prontos-socorros.

Capaz de transmitir os dados em tempo real a partir de um aparelho celular, a ferramenta dispensa o uso de formulários de papel. O objetivo, segundo o governo do Amazonas, é dar mais agilidade e precisão ao processo de notificação, além de facilitar o monitoramento dos casos.
A implantação do sistema rápido de notificação será coordenada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), que também fará a análise periódica dos registros. Dados do Estado indicam que 98% dos casos de dengue não evoluem para complicações, mas os 2% restantes podem exigir assistência médica, inclusive intensiva.
A Secretaria de Saúde do Amazonas informou, nesta quarta-feira, que as cidades de Manaus e Tefé enfrentam uma epidemia de dengue. Apenas a capital responde por mais da metade das 6.491 notificações registradas em todo o estado. Desse total, 1.847 casos foram confirmados.
Na semana passada, o governo amazonense decretou situação de emergência em nove municípios. Além de Manaus e Tefé, a lista inclui Humaitá, Nova Olinda do Norte, Barcelos, Lábrea, Coari, Codajás e Itacoatiara.

Saúde envia torpedos para combater a dengue


O Estado de Goiás lança projeto de envio de torpedo SMS. O objetivo é promover a prevenção e o combate ao mosquito Aedes aegypti e reforçar a estratégia de divulgação de informações para o enfrentamento da doença. As mensagens vão ser enviadas amanhã e sábado para 2 milhões de clientes Vivo, com alertas e informações que ajudem a combater a proliferação da dengue. O serviço sai de graça para os cofres públicos.

Casos de dengue no Pará chegam quase a cinco mil


BELÉM - O boletim semanal com o quadro epidemiológico da dengue em todo o Estado, divulgado ontem pela Coordenação de Vigilância em Saúde da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública), informa que houve 4.484 casos da doença entre 1º de janeiro e 12 de fevereiro. A Sespa informa que a série histórica dos últimos dez anos indica que os números estão no padrão esperado, entre a média e o limite superior. 

O boletim também aponta queda no número de óbitos, já que não houve notificação na última semana, mas a Sespa investiga nove mortes suspeitas em Belém, em Castanhal, em Tucuruí e em Marabá, das quais uma foi confirmada e outra descartada.

Os municípios com mais casos de dengue notificados são Belém (596), Santarém (321), Novo Progresso (309), Parauapebas (243), Altamira (227) e São Félix do Xingu (217). Dados da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde) mostram que em Belém, de 1º a 16 de fevereiro foram oficializadas 128 notificações, mas nenhuma foi confirmada para a dengue. 

De acordo com a Sespa, foram confirmados 469 casos em 13 municípios do Estado. Os que apresentam mais casos confirmados são Altamira (139), Novo Progresso (126) e Tucuruí (122). Até ontem foram internados 150 pacientes com complicações decorrentes de casos suspeitos e seis continuam sob avaliação médica. 

A notificação em tempo hábil permite que a Vigilância Epidemiológica execute ações de controle vetorial nos mais vulneráveis, a partir das notificações de casos suspeitos e não confirmados. Os municípios têm sido orientados a identificar os bairros e ruas com ocorrências para combater os focos de Aedes Aegypti.

Sob orientação do Ministério da Saúde, a Coordenação Estadual de Controle da Dengue pede aos municípios que informem em 24h a ocorrência de casos graves ou suspeita de óbitos por dengue. O objetivo fazer o bloqueio vetorial na área e evitar mais pessoas doentes. 

Para minimizar os riscos de uma epidemia faz-se avaliação epidemiológica semanal dos municípios e apoia-se a vigilância epidemiológica; organização da rotina para coleta de amostras e monitoramento da circulação viral; participação na organização da rede assistencial dos 143 municípios para prevenção, suspeição, diagnóstico e manejo clínico de casos de dengue; supervisão, monitoramento e avaliação das ações de prevenção e controle vetorial; e implementação do Plano de Mobilização Social nos 77 municípios de risco ou alto risco de epidemia.

Manaus 

Com oito mortes por dengue confirmadas e mais cinco suspeitas, a Susam (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas) anunciou na tarde de ontem que as cidades de Manaus e Tefé enfrentam uma epidemia de dengue. As mortes são registradas desde janeiro. Outras sete cidades estão em situação de emergência por causa da doença.  (GS)

Casos de dengue dobram em uma semana e chegam a 65 em Campinas.


O número de casos de dengue confirmados em Campinas dobrou em uma semana e chegou a 65 neste ano, conforme estatística divulgada nesta quinta-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde. O boletim anterior, divulgado no dia 9, apontavam 33 pessoas com a doença na cidade.
Do total confirmado até agora, 55 são de janeiro e dez de fevereiro. As estatísticas apontam que das pessoas infectadas com a dengue, 45 delas contraíram a doença em Campinas (autóctones) e 20 são casos importados.  
De acordo com os dados da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, a região Noroeste tem a maior incidência da doença, com 18 pessoas com dengue, seguido da área Leste, com 15. As pessoas estão com acompanhamento médico e fazem o tratamento em casa.
Janeiro
A quantidade de casos confirmados em janeiro é menor que a do mesmo período do ano passado, que ficou com 63. "Os números de janeiro podem aumentar pois a identificação das pessoas, até mesmo curadas, pode ser feita até dois meses depois", afirma o coordenador municipal do Programa de Controle da Dengue, André Ribas Freitas.
Em 2010, Campinas confirmou 2.647 casos de dengue, com duas mortes.
Ações
Um mutirão de limpeza e prevenção contra a dengue será feito pela Vigilância em Saúde (Visa) Leste e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), no Jardim Líria, nesta sexta-feira (18). Uma equipe com 20 agentes de controle ambiental, comunitários de saúde dos Centros de Saúde (CS) Conceição e Boa Esperança e supervisores de dengue vão percorrer as ruas do local para orientar os moradores e identificar criadouros do mosquito da dengue. 
 

De acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados 571 autóctones (com transmissão dentro do Estado) da doença em janeiro nos municípios paulistas. O balanço preliminar da Secretaria de Estado da Saúde aponta que o número em janeiro foi 94,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2010, com 10.902. 

Casos de dengue crescem 50% em 7 dias em Ribeirão Preto (SP)

Ribeirão Preto (a 313 km de SP) confirmou até ontem 984 casos de dengue no ano, sendo 743 em janeiro e 241 em fevereiro.

Isso significa um aumento de 50,69% em relação ao último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica da cidade. Na semana passada, eram 653 confirmações.

A região leste da cidade é a que mais tem casos confirmados (364), seguida pela zona norte, com 213.

De acordo com a chefe da Vigilância em Saúde de Ribeirão, Maria Luiza Santa Maria, o aumento era esperado e a tendência é que os casos continuem aumentando.

As chuvas deste verão também influenciam no aumento dos casos, segundo Maria Luiza, já que a oferta de criadouros fica maior.

"Esse aumento só deve se refletir nos próximos 30 dias, quando os mosquitos estiverem em ação, por isso a expectativa é que os casos continuem aumentando."

Somente em janeiro, 11 pessoas foram para o hospital por complicações decorrentes da dengue- quatro casos foram descartados.

No último dia 28, a auxiliar de enfermagem Flávia Patrícia Quirino, 36, morreu com sintomas da doença.

O resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz foi positivo para a dengue. A Secretaria da Saúde analisa a classificação da doença -se foi por febre hemorrágica ou por complicação.

No ano passado, Ribeirão viveu a pior epidemia da doença da sua história, com 30.086 casos confirmados.

Bandeirantes ainda tem maior índice de dengue no Mato Grosso do Sul.

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Foto: Ilustração
Mapa da dengue em Mato Grosso do Sul
Balanço divulgado ontem  (17) pela Secretaria Estadual de Saúde revela que o município de Bandeirantes continua sendo a cidade do interior com maior incidência de dengue em Mato Grosso do Sul. No total, foram     3.123 casos notificados dos quais, 131 no município   vizinho de Campo Grande. Enquanto isso, na Capital, 1.523 ocorrências foram registrados desde o dia 1º de janeiro com uma média de 42 notificações diárias.
A Secretaria também está em alerta por conta do alto número de casos em outros sete municípios. São eles: Rio Verde de Mato Grosso (com 127 casos), Ribas do Rio Pardo (107), Coxim (115), Paranaíba (138), São Gabriel do Oeste (71), Naviraí (98) e Nioaque (31).
No ano passado, 82.645 pessoas do Estado tiveram dengue e 47 morreram. Destes, 41.428 casos foram registrados em Campo Grande e 22 mortes são de pacientes da Capital.
Campo Grande apresenta risco alto de dengue por conta da incidência da doença e no número de habitantes. Para o secretário municipal de Saúde Pública, Leandro Mazina, o índice é bastante preocupante, mas a situação está sob controle. “O tempo quente e a chuva favorecem o aparecimento de focos do mosquito transmissor da dengue. O aumento no número de notificações serve como alerta para que a população fique mais atenta para eliminar esses focos”, afirmou.
Vítimas da dengue
A morte de dois pacientes que moravam em Bandeirantes foram investigadas pela saúde como sendo em decorrência da dengue. A doença, no entanto, foi descartada em um deles, que morreu em Campo Grande. O outro óbito, ocorrido em Aquidauana, ainda está sob investigação. Os dois pacientes tinham mais de 70 anos de idade. O novo boletim não traz registro de outras mortes.

1.107 casos da doença foram registrados até agora no Rio de Janeiro.

O aumento do número de casos de dengue colocou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em estado de alerta. No município do Rio, foram registrados até agora 1.107 casos de dengue, dos quais 948 foram contabilizados em fevereiro. Em janeiro e fevereiro do ano passado, foram notificados, respectivamente, 113 e 176 casos. No ano inteiro, foram 3.120 casos.


A Secretaria Estadual de Saúde informa que no mês de janeiro o número de casos de dengue no Estado dobrou em comparação ao mesmo período de 2010. Em 2010 foram notificados 1.447 casos, enquanto que este ano já são, 3.069.

Até agora, uma menina de 9 anos, morreu da doença. Ela era moradora de Itaboraí e estava internada no Hospital Santa Cruz, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, desde 26 de dezembro do ano passado.




Segundo dados do programa Rio Contra a Dengue, era esperado um aumento no número de casos para este ano, em razão da reintrodução do vírus do tipo 1, além de ser verão, estação propícia à maior incidência do vírus. A preocupação maior é com a população com idade até 24 anos, que está mais suscetível ao vírus tipo 1, uma vez que ainda não contraiu esse tipo, pois a última epidemia deste vírus foi na década de 80. Há também a possibilidade da introdução da dengue do tipo 4, que ainda não foi detectada no Estado, o que pode dificultar o controle da doença e de uma possível epidemia.


De acordo com o Ministério da Saúde, por enquanto, a situação está sobre controle, mas nada que evite o estado de alerta. O Governo e a Prefeitura do Rio, tem intensificado as ações de combate a doença, através do carro fumacê e visitação às residências para destruir possíveis focos do mosquito.

Com a proximidade do carnaval, por exemplo, a prefeitura do Rio tem reforçado o combate à dengue nas áreas de folia. Um trabalho de prevenção vem sendo feito no Sambódromo do Rio e na Cidade do Samba, na Zona Portuária da cidade


5.332 casos de DENGUE em 45 dias no estado do Espírito Santo

A explosão de dengue no Espírito Santo é mais um indicativo de que os governantes não investem em políticas públicas de prevenção. Nos primeiros 45 dias de 2011, foram registrados 5.332 casos da doença no Estado. Só este ano, sete pessoas morreram vítimas da doença.
Sai ano, entra ano, e a história se repete. Há dois anos, o Estado era mais uma vez derrotado pelo mosquito. Os números de 2009, muito semelhantes aos deste ano, mostram que as políticas de prevenção não avançaram.
Naquele ano, a desculpa foram as eleições de 2008. Os agentes de saúde reclamavam que as mudanças de prefeitos interromperam o trabalho de prevenção que havia sido programado por algumas prefeituras para o verão de 2009. Resultado, os municípios iniciaram tardiamente as ações de combate ao mosquito, que se proliferou à vontade. Nos três primeiros meses de 2009, 14 pessoas entraram para as estatísticas fatais do mosquito.
De 2009 para 2010 não houve eleições, mas a incidência de dengue continuou alta. A epidemia de dengue no Estado, naquele ano, foi creditada às fortes chuvas de verão, inerentes a essa época do ano.
Em 2011, a escrita se repete. As fortes chuvas que castigaram o Estado no final do ano passado deram as condições perfeitas, mais uma vez, para a proliferação do mosquito.
Depois de infectada, a vítima da dengue enfrenta o outro périplo. A falta de políticas públicas preventivas não está somente nas ações de combate ao mosquito, mas também na falta de infraestrutura dos equipamentos e profissionais de saúde para lidar com a doença.
A rede básica de atendimento à saúde, principalmente no interior do Estado – onde os casos da doença vêm se alastrando ano após ano -, não dispõe de infraestrutura adequada para prestar o primeiro atendimento à vítima da dengue.
Os números confirmam que os governantes brasileiros gastam muito, mas ainda gastam mal. O Brasil é um dos países das Américas que mais gasta com o tratamento da doença e menos gasta em prevenção. Se houvesse planejamento e as ações de prevenção fossem cumpridas, a tendência era que os recursos destinados ao tratamento diminuíssem.
No meio de tanto retrocesso, a notícia positiva surge justamente na área de prevenção. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus), com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam) e também com um representante da Fiocruz, começou a discutir está semana o uso da homeopatia para tratamento da dengue.
A iniciativa, embora incipiente, não deixa de ser uma luz no final do túnel, para um Estado que preferiu sempre remediar a prevenir.

Ministro da Saúde vai à Paraíba apresentar Plano Nacional de Combate à Dengue

O ministro da Saúde, Alexandre Rocha Santos Padilha, vem à Paraíba na próxima sexta-feira (18), fazer o lançamento da Estratégia Nacional de Controle da Dengue que será empregada especialmente nas áreas mais vulneráveis à ocorrência de epidemias da doença em todo o Brasil. A solenidade vai acontecer às 15h30 no auditório da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa, único município a ser visitado pelo ministro.

Na Paraíba, os municípios identificados como prioritários foram Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Conde, Cuité, Guarabira, Itabaiana, João Pessoa, Lucena, Monteiro, Patos, Piancó, Santa Rita e Sousa.

Além de apresentar o Plano Nacional de Combate à Dengue, o ministro assistirá à apresentação da nova campanha institucional da Prefeitura de João Pessoa no combate a doença e também conhecerá as ações da administração estadual voltadas para o enfrentamento do problema. Caberá ao prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, falar em nome dos prefeitos dos 16 municípios paraibanos envolvidos na campanha.

Após o encontro na Estação Cabo Branco, o governador Ricardo Coutinho e o ministro Alexandre Padilha farão uma visita técnica a uma Unidade de Saúde da Família da Capital (ainda a ser definida). A visita tem horário previsto para às 18h.

Mobilização – Segundo informação encaminhada pelo ministro Alexandre Padilha ao governador Ricardo Coutinho por meio de ofício, o Ministério da Saúde elaborou a metodologia para identificação das áreas mais vulneráveis para a ocorrência de epidemias de dengue no Brasil, para a sazonalidade 2010/2011, com base em critérios epidemiológicos (incidência de dengue nos anos epidêmicos e sorotipo de vírus da dengue em circulação), entomológicos (Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa), ambientais (cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo) e demográfico (densidade populacional). Com base nesse trabalho, os Estados brasileiros foram agrupados em quatro categorias de risco: baixo, médio, alto e muito alto.

Tendo em vista a complexidade que o controle da dengue representa na atualidade, como também a necessidade de realização de todos os esforços possíveis para a reversão do cenário de risco, o ministro Padilha disse que resolveu incluir o tema na sua agenda de prioridade política.

Ele informou que fará visitas aos Estados considerados prioritários, dentre eles a Paraíba, “com o objetivo de se somar aos esforços que os Estados e os Municípios já vêm desenvolvendo e, fundamentalmente, consolidar o processo de mobilização da sociedade para esse momento de concentração no combate à dengue”.

Canindé combate o Aedes na fase pupal

Clique para Ampliar A dengue completa 28 anos no Brasil. Considerada erradicada na década de 1950, a doença reapareceu em 1982. Deste então, atingiu milhares de pessoas e causou a morte de mais de 350 mil, por meio de sua variante hemorrágica. 

Para as autoridades sanitaristas, o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus, parece estar cada dia mais forte. Em Canindé, a Secretaria de Saúde desenvolve um projeto inédito no Estado no combate à dengue. É o Projeto Pesca Pupa.

De acordo com a secretária de Saúde de Canindé, Clara Medeiros, diversas ações são desenvolvidas por agentes de endemias do Município, com o apoio da Coordenadoria Regional de Saúde, agentes comunitários de saúde, Núcleo de Mobilização Social, Programa Saúde da Família, Secretarias de Meio Ambiente, Infra-Estrutura, Educação, Agricultura, Igrejas Católica e Evangélicas, emissoras de rádio, alunos de escolas do Município, professores, coordenadores e associações comunitárias.
Clique para Ampliar"Nós criamos o disque Alô Saúde, com o número (85) 3343.3857, para orientações sobre a dengue e controle do mosquito, casos suspeitos da doença, solicitações para atendimentos em domicílios, telamento de caixas d´água, eliminação de focos, peixamento no controle biológico e, agora, o ´Pesca Pupa´, um projeto pioneiro no Estado do Ceará", frisa a secretária.

Segundo ela, o "Pesca Pupa" tem a participação dos agentes de endemias que descobriram que o pó de larvicida mata a larva do mosquito, mas não mata a pupa. "É feito um trabalho da seguinte maneira: os agentes pescam a pupa e jogam fora da água. A temperatura se encarrega de matá-las, porque elas não resistem por muito tempo fora d´água", explica. "Para que possamos desenvolver esse trabalho, é preciso apoio. O prefeito Cláudio Pessoa colocou toda a infraestrutura das secretarias para o trabalho ser desenvolvido".

O diretor do Núcleo de Endemias do Município, José Vanderlan Teixeira Medeiros, diz que 22.603 domicílios serão visitados em 31 localidades, dando prioridade aos locais onde o índice de infestação do mosquito estiver alto. Ele mostra como se reproduz o mosquito.
Clique para Ampliar"Os ovos são depositados pelas fêmeas na superfície da água, ficando aderidos à parede interna dos recipientes, e daí tem início o período de incubação, que em condições favoráveis dura 2 a 3 dias, quando estarão prontos para eclodir. A resistência à dissecação aumenta conforme os ovos ficam mais velhos, ou seja, a resistência aumenta quanto mais próximos estiverem no final de desenvolvimento embrionário. Eles podem se manter viáveis por 6 a 8 anos meses. A fase dos ovos é a de maior resistência de seu biociclo", alerta Vanderlan.

Já na segunda fase, as larvas são providas de grande mobilidade e têm como função primária o crescimento. Passam a maior parte do tempo alimentando-se de substâncias orgânicas, bactérias, fungos e protozoários existentes na água. 

A duração de fase larval, em condições favoráveis de temperatura (25° a 29º C) e de boa oferta de alimentos, é de 5 a 10 dias, podendo se prolongar por algumas semanas em ambiente adequado. "A pupa agora é a nossa grande preocupação. Essa é a última fase aquática do mosquito. Depois desse processo ele está pronto para voar e começar seus ataques fazendo suas vítimas. A pupa não se alimenta, apenas respira e é dotada de boa mobilidade. Não é afetada por ação da larvicida. A duração da fase pupal em condições favoráveis de temperatura é de 2 dias em média", mostra o diretor de endemias da cidade.

"Depois de grandes investidas, descobrimos que a pupa se mantém flutuando na superfície da água, o que facilita a emergência do inseto adulto. Essa fase é dividida em cefalotórax e abdômen. A cabeça e o tórax são unidos, constituindo a porção chamada cefalotórax. A pupa tem um par de tubos respiratórios ou abdômen, que atravessam a água e permitem a respiração, por esta razão nós estamos atacando com muito rigor também a pupa. Os agentes fazem a captura e jogam fora da água, porque fora de seu habitat natural, ela morre", assegura a secretária de Saúde de Canindé.